Os números 0 e 1 podem ser interpretados de diversas formas. Quando analisamos com base na ideia de suas grandezas numéricos, a resposta encontrada parte do número zero ser associado a algo sem valor, enquanto o número um é ligado a concepção de algo relevante. Ou seja, os conceitos são polos totalmente opostos. Entretanto, após assistir um trecho recortado do vídeo Home of the brave, Laurie Anderson, foi possível ter outra visão para ambos os números. No fragmento acompanhado, a artista mostra como na informática o zero e o um, ou como também conhecidos, o código binário, possuem o mesmo prestígio, pois, juntos e com as mais variadas combinações, formam toda a informação do meio virtual e eletrônico.
Relacionando a polarização do zero e do um e também o conceito além desse pensamento, foi possível perceber e vincular essas ideias com a arquitetura e a sociedade moderna. Um exemplo dado pelos professores da arquitetura polarizada, seria a questão da obra arquitetônica paramétrica. Com o advento da tecnologia em diversos softwares voltados à construção, o resultado arquitetônico deixa de existir a partir dos procedimentos comuns e passa a ser desenvolvido a partir de parâmetros (e por isso o nome) diversos, sem que haja o contato humano, principalmente o diálogo, entre os envolvidos: cliente e fornecedor.
Para pensar "além do zero e um" e acreditar que a tecnologia pode e deve beneficiar a arquitetura ao invés de proporcionar seu fim, os arquitetos devem pensar em novas formas e meios de produzir arquitetura. Para isso, é necessário reviver a "lógica do diálogo e sair do post", ou seja, promover a interação entre as partes para além das "curtidas", mas também os comentários, críticas e renovações de ideias, usando a tecnologia como ferramenta, não como objeto principal.
